Páginas

sexta-feira, novembro 28, 2008

Faz um ano que saiste de casa.

Conseguiste o que querias, uma vida sem encargos, apenas alguem que te faça as lides e te dê dinheiro.

Desculpa berrar a todos os ventos que não me fazes quaisquer falta e que desde que tu saiste a nossa vida melhorou substencialmente!
Queixas-te que apenas quero mais e mais, mas na realidade apenas quero que cumpras o que me prometes-te, por vezes penso se na realidade alguma vez te importas-te se eu estava bem ou mal...
Não fazes minima ideia do que eu sinto, nem tão pouco queres saber, para ti tanto te dá se estou viva ou morta desde que não te incomode.
Terás tu ideia de quanto a minha mãe faz por mim? Ou apenas te dignas a proferir seu nome para dizer injurias?! Saberás o que na realidade significam as palavras "Anorexia" e "Bulimia"? Dar-te-ás conta que eu passo por esse pesadelo por tua causa?

Enquanto dormes de noite, consegues fazer-lo de consciência tranquila? Enquanto pagas ao teu advogado para mentir por algum momento, mesmo que pequeno, pensaste no quanto me irias fazer sofrer?
Já alguma vez tiveste vontade de me acompanhar a terapia de grupo? Já alguma vez eu gritei contigo porque me acho gorda? Já alguma vez desfaleci em teus braços sem que tu soubesses o que fazer?

Não Pai nunca pois nunca foste tu que lá estiveste! Como podes tu dizer que queres outro filho, sem nem por mim, eu carne da tua carne, consegues tu olhar?!
Lembras-te de quantas vezes me prometes-te coisas e quantas vezes não cumpriste? Lembras-te quem as cumpria?!
Doi Pai muito e existem tantas feridas que tu fizeste que nem o tempo pode curar, devia odiar-te mas sou uma cobarde
e penso que algum dia tu mudarás...

Gostava que pudesses ser doutra forma, mas foi o que me calhou de PAI.