Hoje a batalha chama-se “Pai”.
Dois anos, passaram-se dois anos e a guerra judicial ainda nem avançou. Ele ameaça, diz que faz e volta a ameaçar. Dois anos de batalhas.
Deixei em Junho de o visitar, de tentar ser sua filha. A partir do momento em que ele nega a minha presença em sua casa. Não por ele mas pela sua “esposa”. Falamos, raramente por telémovel normalmente no inicio de cada mês, pois ele atrasa propositadamente o facto de ter de me dar a pensão de alimentos.
Ele quer o divorcio, nem sempre quis mas devido ao facto da doença oncológica da minha mãe ele não quer dar a pensão de alimentos a que têm direito.
Visto deste ponto de vista, poderão pensar que apenas me interesso por dinheiro, não, não é isso. Apenas acho, digamos, injusto o facto dele estar a sustentar o filho da “esposa” dele e eu sou tratada como enteada, ele prefere sustentar alguém que não é sequer do seu sangue do que a mim. Não admira de quem muitas vezes afirmou que eu não era sua filha, como isso se pudesse negar eu sou igual a ele.
Como em todas as batalhas há alturas de ataque, recentemente o ataque foi que “(…) não dou pensão nenhuma, se a tua mãe pode fazer voluntáriado, pode trabalhar perfeitamente ela que não me obrigue a fazer com que lhe retirem a reforma!”
A minha mãe é reformada por invalidez, devido em 2005 lhe ter sido diagnosticado Cancro dos Ovários, por sequela do mesmo. 80% é o nivel de incapacidade que têm.
Revolta é que a minha mãe sustentou durante anos, e ele fazer isto. Tudo por uma pensão de Alimentos que ele pode pagar. Ele é gerente duma confeitaria conceituada em Matosinhos, ganha mais de 2000€ por mês e apenas declara 230€, diz que o Patrão lhe paga a casa, o advogado e nem sei mais o quê! A minha mãe sobrevive com a reforma minima e a minha pensão de 150€. Não chega sequer ao ordenado minimo nacional. A mim graças a luta da minha mãe nunca me faltou nada, graças a anos de sofrimento com Ele aprendemos tecnicas.
A época que mais me afligiu foi a época em que Ele ainda era um mero empregado de mesa e por dia nos dava 5€ para, Pequeno almoço, Almoço e Jantar e no final ainda queria troco.
Custou, lembro-me de chorar (porque eu fazia as compras) por aquela maldita situação de contar dinheiro. Serviu como aprendizagem, hoje sou controlada.
Desculpem a lavagem de roupa suja mas as vezes tenho de desabafar.
Batalhas e batalhas, a minha está quase a acabar, a nossa não sei quando acabará.
1 comentário:
Querida Patricia después de leer con mucho interes tu post,me pareció que era yo quien lo escribía. El destino, estoy cada vez más convencida de que existe. Mis padres se divorciarón y la relación com mi padre cambió radicalmente.
Mi história es muy parecida a la vuestra,hemos sufrido mucho por causa de la que fue esposa de mi padre.Lamentablemente mi padre murió este año,nos enteramos a los dos días por un familiar de su muerte y de que lo habian incinerado.Ha sido muy duro todos estos meses. Pero como tu tengo a mi lado una madre que vive conmigo aqui en Faro, que me compensa de todo los sufrimientos que hemos pasado.Como tu, he sentido y he vivido el rechazo de mi padre, al que siempre he querido, y me he sentido frustrada por no poder relacionarme con él , por culpa de la otra persona que jamás lo permitió, y que poco a poco consiguió que mi padre acreditase que no lo queriamos. Lo más dificil de asimilar es que murió engañado, pensando que sus hijos no lo querian.Sé perfectamente como te sientes,eres una persona muy inteligente y sabrás sobrellevar la situación con tranquilidad interior y sobre todo refugiada en el amor de tu valerosa madre.Permitirme que os ofrezca mi amistad como la de mi família, y saber que sería estupendo veros por Faro.Un gran abrazo.
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